sábado, 2 de outubro de 2010

Texto escrito para a disciplina Ética e Responsabilidade Social ministrada pela Profª. Drª. Claudiani Waiandt como requisito parcial de avaliação.

Resumo: RAMOS, Alberto Guerreiro. Administração no contexto brasileiro: esboço de uma teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1983. Cap. 2.

A re-definição do conceito ação administrativa que se faz necessária devido aos avanços em pesquisas na área da teoria da administração é o objetivo do texto, sendo esta ancorada principalmente nos conceitos racionalidade funcional-racionalidade substancial e ética da responsabilidade-ética do valor absoluto ou convicção de Max Weber. Além deste último autor Amitai Etzioni , Chester Barnard, Eric Voeglin, Karl Mannheim e W. H. Whyte também tiveram seus trabalhos reconhecidos e em parte citados e/ou utilizados por Guerreiro Ramos. Outros autores também foram objeto de apreciação por parte dele na consecução do seu trabalho, porém de maneira menos expressiva.

2.0 O conceito de ação administrativa

Os temas da teoria das organizações passam por um período de intensa problematização. Várias pesquisas com o intuito de verificar pesquisas já realizadas vêem sendo feitas tendo como resultado grandes avanços. Este estado de coisas leva a necessidade de reformular alguns conceitos, dentre eles o de ação administrativa.
Para reformular este conceito é necessário observar alguns pontos:

1: Condutas empreendidas no âmbito do trabalho não podem se confundir com as condutas fora deste espaço.

2: Eficiência e produtividade como fenômenos complexos relacionados aos conflitos entre personalidade e organização.

3: Relevante influência do ambiente externo sobre a organização.

2.1 Racionalidades funcional e substancial

Para iniciar os esclarecimentos acerca das duas racionalidades Guerreiro Ramos traz Chester Barnard. Este aponta que qualquer individuo vinculado a um sistema cooperativo tem com ele uma relação dual – relação funcional ou interna mais ou menos intermitente e a relação individual ou externa que é não-intermitente. No primeiro tipo de relação parte das atividades do individuo são apenas engrenagens de um sistema não pessoal de atividades enquanto no segundo o indivíduo é estranho, isolado ou oposto ao sistema.

Guerreiro Ramos atribui à perda de validade de muito do que foi feito na Escola de Relações Humanas à não observância dos conceitos de Barnard.

Ainda com base em Bernard observa-se que a racionalidade da organização não se confunde com a racionalidade geral e que por isto é útil considerar aspectos do individuo como externos a qualquer sistema cooperativo. As pessoas decidem entre entrar ou não em uma determinada organização com base em duas categorias: (1) desejos, intenções, impulsos do momento e (2) alternativas externas que ele reconhece como válidas. “A organização resulta da modificação da ação do indivíduo mediante controle desta categorias ou sua influência sobre uma delas.”, Barnard.

Voltando-se para Weber, Guerreiro Ramos traz o conceito ação social que, como esclarece o próprio autor é a base para o conceito sociológico de racionalidade. Neste ponto são apresentados quatro possibilidades para o conceito: racional aos fins, racional aos valores, afetiva e tradicional. As duas últimas por se basearem respectivamente em estados emotivos e costumes não têm suas conseqüências analisadas de forma sistemática e por isso não são objeto de grande apreciação, sendo assim as outras duas possibilidades de ação social, as quais possuem caráter sistemático quanto à intencionalidade, serão as mais úteis para com o objetivo do texto. Observa-se aqui uma clarificação da dualidade exposta por Barnard. Os dois primeiros tipos de ação social conflitam com os dois últimos, sendo estes os itens que obstacularizam aqueles.
A ação racional aos valores é pautada pelos valores que a inspiram e indiferente aos resultados enquanto a ação racional aos fins tenta adequar os meios ao fim buscado deixando em segundo plano a análise dos meios utilizados. Neste ponto Guerreiro Ramos traz Karl Mannheim que atribui o adjetivo “funcional” à primeira racionalidade empregada no primeiro tipo de ação e o adjetivo ”substancial” à racionalidade empregada no segundo tipo. Ainda nesta linha Eric Voeglin adjetiva a primeira como “pragmática” e a segunda como “noética”. Com base nesta última Voeglin procura mostrar que quanto mais ela estiver presente em uma sociedade mais “qualidade” esta terá.

Ainda com base em Mannheim é possível verificar que a industrialização incentiva a racionalidade funcional e reprime a substancial, tornando os trabalhadores auto-racionalizados, sendo este aspecto impactante, inclusive, no espaço externo ao local de trabalho e na sua subjetividade. O autor ainda chama a atenção para as concentrações material e da tomada de decisão que na sua perspectiva contribuem para debilitar a racionalidade substancial.

Trazendo agora as contribuições de W. H. Whyte observa-se que de acordo com este há uma tentativa, por parte das organizações em conluio com as ciências sociais aplicadas, de acabar com o conflito entre indivíduo e organização, sendo este rompimento, de acordo com Whyte, utópico. Ao resultado desta tentativa o autor dá o nome de ética social. Esta tentativa de harmonizar indivíduo e organização teria por objetivo legitimar as pressões sociais e do grupo sobre o indivíduo tornando-o conformista. Contudo existem autores, entre os quais se inclui Amitai Etzioni, que defendem um equilíbrio entre trabalho e independência, racionalidade funcional e substancial.

2.2 Problemas éticos da organização

Neste bloco o foco estará nos conceitos ética da responsabilidade e ética do valor absoluto ou convicção.

Para esclarecer os conceitos alguns pontos servem como base:

1: A ética da responsabilidade está atrelada a racionalidade funcional, enquanto a ética do valor absoluto ou convicção à racionalidade substancial.

2: As éticas não serão sempre antagônicas. Isto é possível quando as especificações do trabalho se adéquam aos valores do individuo.

3: Os indivíduos não agem levando em consideração uma única ética, com exceção de casos extremos.

No restante do bloco são retomadas discussões sobre a racionalidade funcional ligado ao trabalho na organização, a racionalidade substancial ligada às perspectivas individuais do trabalhador enquanto ser humano, conflitos internos aos indivíduos causados pelas duas racionalidades e tentativas de tornar a estrutura organizacional menos propicia ao acirramento destes conflitos salientando que estes sempre existirão e que são salutares para que o indivíduo continue sendo sujeito de sua existência, ou seja, não tornando-se alienado para que assim se adéqüe perfeitamente à organização.

Ainda neste espaço Guerreiro Ramos torna claro que toda ação administrativa tem como ingrediente a ética da responsabilidade.

2.3 Tensões éticas nas organizações

Neste bloco acontecimentos externos à organização são postos como importantes influenciadores da ética predominante dentro do sistema cooperativo. Uma época de grandes revoluções, por exemplo, que tenham valores opostos a aqueles das organizações existentes tendem a elevar o nível da presença da ética da convicção tornando os conflitos já existentes mais acirrados. Com isso, conclui-se, que é necessário certo consenso social para que as organizações possam se manter.

O nível de tensão entre éticas varia de acordo com a organização. Em ordem crescente esta variação ocorre nos seus principais tipos: normativa(igrejas, associações culturais, movimentos sociais e etc.), utilitária(empresas, sindicatos patronais e etc.) e coercitiva(prisões, campos de concentração e etc.). No primeiro tipo prevalece a ética da convicção enquanto no último a ética da responsabilidade.

Ainda neste espaço Guerreiro Ramos discorre sobre os trabalhos de Amitai Etzioni e sua relevância para a análise da ação administrativa com base na dualidade entre ética da responsabilidade e ética da convicção.

2.4 Definição da ação administrativa

“Tal ação é modalidade de ação social, dotada de racionalidade funcional, e que supõe estejam seus agentes, enquanto a exercem, sob a vigência predominante da ética da responsabilidade.”

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A insurgência do livro texto


" The text book insurgency

We sit around three clusters of whirring computers, watching our high school teacher read the lecture notes prepared from Harvard University professor Gregory Mankiw’s textbook, The Principles of Economics. “Trade always makes all participants better off,” he says. I glance at a friend across the room. We both know something is not right about this.

After class I talk with my friend about the economic evangelism we just experienced, the self-righteous dogma of the richest country in the world. Is this why we’re rich? Is the key to prosperity really as simple as “higher productivity”? Why haven’t the words “colonization” or “sweatshop” been brought up?

The next day I ask my teacher, “Don’t we have to take natural resources into account? Isn’t that the key to why some countries are richer than others – because they control the resources of other countries? And why does Mankiw’s book assume these resources continue indefinitely?”

My teacher mumbles in circles, avoiding any answers – the lecture notes forget to justify the unequal allocation of resources. He returns to the book’s PowerPoint presentation, insisting the root cause of prosperity is productivity. After all, there is a chart that confirms this: Look, the US has the highest productivity. Poor Africa, it’s so unproductive.

There is a certain seductive simplicity to Mankiw’s economic fantasies. Perhaps this is why his textbook is used all over the world. Still, my classmates and I prefer the truth. A few of us talk together after class. We can’t understand why our teacher clings so desperately to Mankiw’s doctrine, which says there’s a clear trade-off between equity and efficiency. Insist on equity, he wants us to believe, and nothing will work. Is this a study of how markets work, or just Bible study for capitalism?

I decide that if our teacher will not point out and discuss Mankiw’s shortcomings, I will have to take things into my own hands. I grab an article from Adbusters magazine called “Neocon Indoctrination the Mankiw Way” and try to look as inconspicuous as possible while churning out 15 copies of the essay on the school’s copy machine. Outside of class, I hand them out to my classmates. Later a friend and I cut out alphabet letters from magazines and paste them onto a copy of the article, spelling out, stalker-style: “Dear Mr. Totten, please enjoy this shocking document.” We place it in his box at school.

The article fails to get the response we hoped. “I just skimmed it,” our teacher tells us. “I don’t read meaningless stuff.” Try again.

Perhaps he’ll respond better to an indirect attack on his gospel of economics. I photocopy an article from Harper’s that calls for a new economic worldview – one that focuses on sustainability over growth. I distribute it to my classmates as well as my teacher, this time by hand. He eats it up. “This is exactly what I have been looking for,” he says. “It addresses a lot of the issues I have been thinking about lately. Thank you.” He even tells the rest of the class about it, recommending they read it. But when the lectures resume, nothing changes. He reverts to Mankiw’s script.

Well, almost nothing changes. My teacher preaches the same old theories, but now he prefaces the most nonsensical points with the claim that we must simply accept them in order to pass the college placement test. What can we do?

Meanwhile there’s a letter from Harvard University: I have been accepted. I ask my teacher if there’s anything he’d like me to pass on to Mankiw if I bump into him in the halls of Harvard. “Thank him for me, for making a textbook that explains everything so clearly,” he says.

But if I run into Mankiw next fall, I have a few questions I’d like to ask him first: Why does his textbook refuse to admit that it has a point of view? What social purpose does he think is served by the stock market?

If he fails to respond adequately to my questions or the ones Adbusters has posed to him in previous issues, he’ll hear some tough words from me about how the truth, and not trade, always makes participants better off.

– Jasper Henderson"


sábado, 28 de agosto de 2010

Uso de software livre em projetos acadêmicos

No ano de 2007 fui um dos participantes do projeto Fractais e Software Livre, exposto na 13ª Feira de Ciências - O universo é o limite - realizada no Colégio Antônio Vieira.

O trabalho teve como principais objetivos transmitir conhecimento sobre a teoria dos fractais e a sua relação com os fenômenos da natureza e a demonstração da viabilidade do uso de softwares livres em projetos educacionais ligados à ciência.




Por que usar Software livre em Projetos Educacionais?

1º: Pode ser obtido de forma gratuita, diminuindo gastos por parte da instituição.
2ª: Não impõe ao aluno certos gastos com licença para que este o utilize fora do ambiente da instituição.
3º: Por ser de código aberto, facilita personalização por parte dos professores para melhor adequação às necessidades dos alunos.
4º: Pode estimular trabalho em grupo, pois muitos softwares são desenvolvidos por comunidades abertas.
5º: Maior aprendizado, pois com software livre o aluno obtem um conhecimento mais profundo em relação ao funcionamento do computador.
6º: Não “prende” o usuário a corporações.

Para que usar Software Livre no Projeto Fractais ?

Para demonstrar a eficiência, viabilidade e usabilidade deste tipo de software, incentivar o ensino do mesmo no Colégio Antônio Vieira e seu uso em outros projetos nas próximas Feiras de Ciência e/ou dentro de setores da instituição..

Softwares utilizados

Nome: Fedora Core 7
Licença: GPL (livre).
Utilidade: Sistema Operacional que servirá de base para a apresentação.
Website: http://fedoraproject.org/

Nome: GNU XaoS
Licença: GPL (livre).
Utilidade: Permite a construção de fractais e zoom em tempo real, possibilitando exemplificar o que ocorre após cada iteração e a auto-similaridade.
Website: http://wmi.math.u-szeged.hu/xaos/doku.php?id=main

Nome: OpenOffice.org 2.0
Licença: GPL (livre).
Utilidade: Edição de documentos em formatos abertos.
Website: http://www.openoffice.org/

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Fernando C. Prestes Motta

"A educação moderna convencional muito raramente se preocupa com o desenvolvimento da pessoa. Opta, normalmente e com a cumplicidade dos pais ansiosos por filhos bem-sucedidos na "vida", pelo desenvolvimento funcional ou profissional, exacerbando a angústia do adolescente. As instituições educacionais e, de modo especial, a universidade, nasceram como um espaço no qual o mestre formava seus discípulos através da convivência diária. Esse espaço tornou-se uma grande burocracia impessoal em que a convivência é meramente funcional. Busca-se formar boas engrenagens, no melhor dos casos, e não pessoas adultas, maduras individual e socialmente.".

Fernando C. Prestes Motta

Fonte: http://www.fernandoprestesmotta.com.br/

sábado, 26 de junho de 2010

Johnson School at Cornell University: Brazil in-depth

Cornell Enterprise´s website gives us an embracing study about Brazil by a foreing investor perspective.


“In some ways Brazil outclasses the other BRICs [the term used to describe the emerging economies of Brazil, Russia, India, and China],” stated The Economist’s November 12, 2009, issue. “Unlike China, it’s a democracy. Unlike India, it has no insurgents, no ethnic and religious conflicts nor hostile neighbors. Unlike Russia, it exports more than oil and arms, and treats foreign investors with respect.”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

José Saramago: Democracia y Universidad

"No hay solución para la universidad, para sus problemas, si no se encuentra solución antes a los problemas de la enseñanza primaria y media; todo es un bloque homogéneo y coherente... A la universidad tendrían que llegar alumnos instruidos y educados. ¿Cómo hacerlo? Habrá que encontrar las fórmulas. Lo contrario es no respetarse, jugar con malas cartas una partida que no puede acabar bien. Y recordemos que la mesa de juego es la sociedad.

La universidad es el último tramo formativo en el que el estudiante se puede convertir, con plena conciencia, en ciudadano; es el lugar de debate, donde, por definición, el espíritu crítico tiene que florecer: un lugar de confrontación, no una isla donde el alumno desembarca para salir con un diploma.

No se trata sólo de instruir, sino de educar. Y, desde dentro, repercutir en la sociedad. Aprendizaje de la ciudadanía, eso es lo que creo sinceramente que falta. Porque, queramos o no, la democracia está enferma, gravemente enferma, y no es que yo lo diga, basta mirar el mundo...".

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sustainability

Text developed to Advanced Writing Skills course at Associação Cultural Brasil Estados Unidos in March 2010, given by Elizabeth Crockett. It was based on Sustainability: a green formula, paper written by Cara Cannela to 2008 Leadership in Project Management - Project Management Institute

Nowadays “green issues” are in focus in different kinds of media. Almost all organizations have some environmental program and it can be seen on ads all over the place. Is it happening because of a feel good factor or only the fear of losing clients and seeing profit reducing? Do organizations must have green projects or it is only an extra? Is it possible to be green and to improve finance bottom line at the same time? Can project professionals interfere by a relevant way in company´s policies related to sustainability? To discover the answers to these questions and to know more about sustainablity in a business context, continue reading this text.

It is possible that CEOs from some organizations are really interested in doing green programs with the goal of improving the life in society and preserving the environment, but, in general, the most important point to them make a decision is profit. “Many [sustainability] projects fail because CEOs do not pay attention to them.”, says Aaron Shener, PMP, institute professor of management and founder of the project management program at Stevens Institute of Technology, Hobokem, New Jersey, USA. “Too often, they see projects as costs, not as investments[...].”. These passages show us how much profit is important and overlaps social needs. “The best way to convince CEOs to get on board is to show ROI[Return On Investnment] in terms of financial savings and improved brand loyalty and recognition.”, says Cara Cannella, author of “Sustainability: a green formula”, 2008 Leadership in Project Management.
Around the world, in special places where productive activity is more intense, bad practices like burning fossil fuels are causing environmental problems like global warming. It is a serious question and people are aware. It is impossible, nowadays, in this context, to maintain an environmentally unworried organization. To retain customers and to establish a good reputation is indispensable to do green projects.

“There is emerging evidences that sustainable[projects] can deliver superior financial returns and market performance”, says Eric Lee, international director for property management firm Jones Lang La Salle, Hong Kong. Through green projects are possible to be more cost-effective, to pass this saving to customers and at the same time gain a better reputation. One example is Britsh Telecom, wich in 1996 embarked on a project to cut pollution by using energy-saving equipments in its data centers. “We can operate more cost-effectively and save money.”, says Steves O´Donnell, BT´s operates environment champion and global head of data centers and customer experience management. ”We want to be seen as a corporately, responsible, green, clean company.”.

Project professionals have an important role in green policies, because they are the bridge between CEOs and employees . This kind of professional should learn about roots of the business in order to compare his/her actions with competitors and measure customer perception. After, he/she should give the information to CEOs and convince them to adopt sustainable practices. At this moment is important to link ROI and sustainability.

 

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